Que chocolate é a salvação de qualquer pessoa é. Fim de namoro, TPM, ansiedade... enfim, tudo é desculpa para comermos chocolate.
Quer uma desculpa melhor do que a Páscoa chegando para usar e abusar dele? Pois é, pensando nisso, trouxemos um brownie delicioso! Caso você queira, pode substituir os chocolates por achocolatado, mas se você optar pelo chocolate (o que eu aconselho) ele vai ficar muito mais saboroso e cremoso. Uma sobremesa dos anjos! Recomendo.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2016
sexta-feira, 25 de março de 2016
CHEESECAKE DE FRAMBOESA
Polêmico ou não, uma coisa é verdade: o famoso cheesecake tem origem na Grécia Antiga. Pois é, nada de Estados Unidos (ele apenas se popularizou por lá, na região próxima a nova Iorque, na década de 70). Ao pé da letra - em tradução livre -, cheesecake significa bolo de queijo.
Atualmente, o cheesecake é preparado por uma base de biscoitos, um recheio à base de queijo, creme e ovos, coberto preferencialmente com frutas. Tradicionalmente, costuma ser cozido no forno.
Mas, vamos voltar um pouquinho mais: Na Grécia Antiga, por volta de 776 a.C., a cheesecake (que tnha uma receita mais parecida à um bolo, originária na ilha grega de Samos) era considerada uma boa fonte de energia e proteínas e, por isso, costumavam ser servidas para os atletas durante a primeira Olimpíada - nesse mesmo ano -, na ilha de Delos.
Para os gregos, esse bolo era muito tradicional em casamentos também. Como já falamos aqui no blog, antigamente açúcar era uma especiaria muito cara e por isso, pouco utilizada. Nessa época, a base da receita era farinha de trigo, mel e queijo (combinação muito tradicional pelas ilhas gregas) que eram misturados, formando uma massa homogênea de bolo de queijo.
Para chegar até os dias de hoje, os romanos deram uma ajudinha. Ao conquistarem a Grécia, a receita veio como um troféu - mostrando a dominação dos romanos sobre os gregos. Com a chegada em novo território, algumas modificações foram feitas: o queijo passou a entrar em pedaços e os ovos também foram acrescidos nessa receita.
Em Roma, o bolo (que passou a ser conhecido por Libum) era cozido em tijolos e feitos somente em ocasiões especiais - já que sua principal função era agradecer e acalmar os Deuses. A primeira comprovação da existência desse doce através de registros escritos data de 200 a.C., quando Marcus Cato - um político romano -descreve a receita e modo de preparo do libum.
Como sabemos, o Império Romano foi um dos maiores da história e com isso, suas tradições se expandiram, assim como seu território, passando a sofrer adaptações de acordo com os ingredientes disponíveis em cada região.
Mas vamos combinar uma coisa: apesar de todo mundo achar que cheesecake é uma receita americana, ele só veio dar as caras por aqui a partir do século XVIII, graças aos imigrantes europeus que chegaram pelos portos norte americanos.
Há quem diga que a criação do cheesecake seja norte americana por um único motivo: hoje em dia o ingrediente essencial para a produção dessa sobremesa é o cream ceese e não o queijo em si - como antigamente -, o que torna, portanto, a versão moderna do bolo de queijo grego (libum, para os romanos) uma criação totalmente americana. Mas, a história do cream cheese é uma história totalmente à parte, não é mesmo!?
Cheesecake de Framboesa
Rende: 8 fatias
Tempo de Preparo: 50 minutos
Dificuldade: *****
Custo: $$$$$
Ingredientes
Massa:
- 200 gramas de biscoito tipo maisena
- 3 colheres de sopa de manteiga sem sal
Creme:
- 450 gramas de cream cheese
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- Suco de 1/2 limão
- 1/2 xícara de chá de açúcar
- 3 ovos
Cobertura:
- 1 xícara de geleia de framboesa pronta (caso você opte por fazer, aqui ensinamos)
Modo de Preparo
1. Para a massa, triture o biscoito até obter uma farinha bem fininha.
2. Misture à essa farinha a manteiga em temperatura ambiente, até formar uma farofa. Forre o fundo de uma forma com o aro removível e leve à geladeira por cerca de 1 hora.
3. Para o creme de queijo, bata na batedeira o cream cheese, a baunilha, o suco do limão, o açúcar e os ovos até formar um creme homogêneo.
4. Despeje o creme na forma sobre a massa gelada e leve ao forno pré aquecido a 180ºC por cerca de 40 minutos. Retire, deixe esfriar e leve à geladeira.
5. Para decorar, desenforme e espalhe a geleia de framboesa por cima.
segunda-feira, 21 de março de 2016
TORTINHAS ACETINADAS DE CHOCOLATE
Você sabe como surgiu o doce mais consumido no mundo, o chocolate? Não? Então vamos lá!
Segundo relatos mais antigos, os primeiros povos a consumir chocolate como parte do seu dia a dia foram os Olmecas, por volta do ano de 1500 a.C., que habitavam a região que hoje se encontram a Guatemala e o México.
Pouco tempo depois, Maias e Astecas - habitantes da mesma região - desenvolveram o costume de beber uma iguaria, o xocoatl, em um ritual considerado sagrado (assim como a bebida). As sementes eram torradas e misturadas com temperos, tais como pimenta e uma base de milho fermentada com especiarias locais e, muitas vezes acompanhava mel. Já deu para perceber que o sabor era bem diferente do que conhecemos hoje.
Para começar a tomar o formato que vemos hoje, o cacau, através do comércio realizado pelos conquistadores espanhóis (que dominaram o comércio de cacau por mais de 100 anos), foi levado à Europa. No começo, por ser considerado um alimento especial - tinha valor nutricional e energético muito altos - era consumido apenas por mulheres, sacerdotes e nobres em igrejas católicas.
É somente por volta do século XVIII que começam a aparecer estabelecimentos que vendiam essa iguaria. Os locais eram conhecidos como "Casas de Chocolate" e passaram a receber bastante visitas, concorrendo fortemente com cafeterias, na cidade inglesa de Londres. Nessa época, a produção era artesanal e em pequena escala, mas uma xícara de chocolate quente já não era mais luxo apenas para os nobres.
Somente após a Revolução Industrial, com a invenção de grandes maquinários, que se torna possível a produção em escala do chocolate - barateando custo, tornando seu prazo de validade maior e disponibilizando mais chocolate no mercado. É nessa época também que começam a aparecer os sabores e mistura de ingredientes ao nosso querido chocolate.
Mas, é no ano de 1828 que o fabricante holandês Conrad Van Houtten descobriu o método de extrair a gordura dos grãos de cacau moídos, e transformá-la em manteiga de cacau. Somente vinte anos depois, quando uma empresa inglesa - a Fry and Sons - utiliza esse método e começa a produzir chocolate doce em barra para comer, misturando o cacau moído, manteiga de cacau e açúcar que o chocolate começa a tomar a forma como vemos hoje.
Juntamente com os holandeses, os ingleses impulsionaram o comércio e a fabricação do chocolate, mas é graças aos suíços que temos os chocolates como conhecemos. São eles que adicionam leite à mistura, tornando-a doce e cremosa como conhecemos hoje (por isso que os chocolates suíços são tão famosos - além de tradição, são de altíssima qualidade).

Rende: 8 porções
Tempo de Preparo: 40 minutos
Dificiculdade: *****
Custo: $$$$$
Ingredientes
Massa:
- 40 gramas de margarina em temperatura ambiente
- Uma pitada de sal
- 25 gramas de açúcar
- 3 gotas de essência de baunilha
- 25 gramas de cacau
- 150 gramas de farinha de trigo
Recheio:
- 225 gramas de chocolate amargo
- 300 ml de creme de leite fresco
- 2 colheres de sopa de cacau em pó
- 200 gramas de amoras frescas
- Folhas de hortelã para decorar
Modo de Preparo
1. Para a tortinha, misture todos os ingredientes, com exceção da farinha de trigo. Misture bem.
2. Aos poucos, vá acrescentando a farinha de trigo e misturando até obter uma massa homogênea.
3. Com o auxílio de um rolo, abra a massa e distribua em forminhas individuais. Leve ao forno pré assado a 180ºC por cerca de 20 minutos. Retire do forno e deixe esfriar para desenformar.
4. Para o recheio, derreta o chocolate em banho-maria. Aqueça o creme em fogo baixo em outra panela e despeje-o sobre o chocolate derretido.
5. Arrume as bases de torta sobre uma travessa. Coloque nelas o creme de chocolate e deixe gelar por 1 hora.
6. Despeje o recheio na massa da tortinha já resfriada, cubra-as com as amoras, polvilhe com o cacau, se for usá-lo, e enfeite cada uma com uma folhinha de hortelã.
Segundo relatos mais antigos, os primeiros povos a consumir chocolate como parte do seu dia a dia foram os Olmecas, por volta do ano de 1500 a.C., que habitavam a região que hoje se encontram a Guatemala e o México.
Pouco tempo depois, Maias e Astecas - habitantes da mesma região - desenvolveram o costume de beber uma iguaria, o xocoatl, em um ritual considerado sagrado (assim como a bebida). As sementes eram torradas e misturadas com temperos, tais como pimenta e uma base de milho fermentada com especiarias locais e, muitas vezes acompanhava mel. Já deu para perceber que o sabor era bem diferente do que conhecemos hoje.
Para começar a tomar o formato que vemos hoje, o cacau, através do comércio realizado pelos conquistadores espanhóis (que dominaram o comércio de cacau por mais de 100 anos), foi levado à Europa. No começo, por ser considerado um alimento especial - tinha valor nutricional e energético muito altos - era consumido apenas por mulheres, sacerdotes e nobres em igrejas católicas.
É somente por volta do século XVIII que começam a aparecer estabelecimentos que vendiam essa iguaria. Os locais eram conhecidos como "Casas de Chocolate" e passaram a receber bastante visitas, concorrendo fortemente com cafeterias, na cidade inglesa de Londres. Nessa época, a produção era artesanal e em pequena escala, mas uma xícara de chocolate quente já não era mais luxo apenas para os nobres.
Somente após a Revolução Industrial, com a invenção de grandes maquinários, que se torna possível a produção em escala do chocolate - barateando custo, tornando seu prazo de validade maior e disponibilizando mais chocolate no mercado. É nessa época também que começam a aparecer os sabores e mistura de ingredientes ao nosso querido chocolate.
Mas, é no ano de 1828 que o fabricante holandês Conrad Van Houtten descobriu o método de extrair a gordura dos grãos de cacau moídos, e transformá-la em manteiga de cacau. Somente vinte anos depois, quando uma empresa inglesa - a Fry and Sons - utiliza esse método e começa a produzir chocolate doce em barra para comer, misturando o cacau moído, manteiga de cacau e açúcar que o chocolate começa a tomar a forma como vemos hoje.
Juntamente com os holandeses, os ingleses impulsionaram o comércio e a fabricação do chocolate, mas é graças aos suíços que temos os chocolates como conhecemos. São eles que adicionam leite à mistura, tornando-a doce e cremosa como conhecemos hoje (por isso que os chocolates suíços são tão famosos - além de tradição, são de altíssima qualidade).
Tortinhas Acetinadas de Chocolate
Rende: 8 porções
Tempo de Preparo: 40 minutos
Dificiculdade: *****
Custo: $$$$$
Ingredientes
Massa:
- 40 gramas de margarina em temperatura ambiente
- Uma pitada de sal
- 25 gramas de açúcar
- 3 gotas de essência de baunilha
- 25 gramas de cacau
- 150 gramas de farinha de trigo
Recheio:
- 225 gramas de chocolate amargo
- 300 ml de creme de leite fresco
- 2 colheres de sopa de cacau em pó
- 200 gramas de amoras frescas
- Folhas de hortelã para decorar
Modo de Preparo
1. Para a tortinha, misture todos os ingredientes, com exceção da farinha de trigo. Misture bem.
2. Aos poucos, vá acrescentando a farinha de trigo e misturando até obter uma massa homogênea.
3. Com o auxílio de um rolo, abra a massa e distribua em forminhas individuais. Leve ao forno pré assado a 180ºC por cerca de 20 minutos. Retire do forno e deixe esfriar para desenformar.
4. Para o recheio, derreta o chocolate em banho-maria. Aqueça o creme em fogo baixo em outra panela e despeje-o sobre o chocolate derretido.
5. Arrume as bases de torta sobre uma travessa. Coloque nelas o creme de chocolate e deixe gelar por 1 hora.
6. Despeje o recheio na massa da tortinha já resfriada, cubra-as com as amoras, polvilhe com o cacau, se for usá-lo, e enfeite cada uma com uma folhinha de hortelã.
quinta-feira, 17 de março de 2016
JAMMIE DODGERS
Os biscoitos Jammie Dodgers - que receberam esse nome em homenagem ao personagem Roger, o trapaceiro (the dodger) da revista em quadrinhos The Beano - são um dos favoritos no Reino Unido. Esses biscoitos amanteigados crocantes - adorado por crianças e adultos - são montados como sanduíches, recheados com geleia de framboesa e ele possui um detalhe todo especial: em um dos lados da bolacha, existe um vazado em formato de coração que deixa a geleia à mostra, tornando o biscoito mais colorido e convidativo.
A história em quadrinhos, que surge no final da década de 30, tinha como foco principal um humor diferenciado, onde comportamentos imorais como bullying (Dennis the Menace), desonestidade (Roger the Dodger) e até mesmo o roubo (Baby Face Finlayson e os Três Ursos) eram aceitáveis. Embora pareça algo fora do sentido e a simpatia dos leitos pela HQ fosse ligada à má índole deles, todos os personagens no final eram castigados por seus maus atos. Nos últimos anos porém, os castigos corporais diminuíram. Por exemplo, o chinelo (instrumento de castigo que um dos pais dos personagens usavam) passou a ser o nome do chefe da polícia do bairro.
Em relação ao biscoito, inicialmente era produzido em Llantarnam - País de Gales (Reino Unido) pela Burtons Biscuits durante a década de 60. A fabrica é uma grande produtora de biscoitos que são muito tradicionais na região, tais como Waggon Wheels e Viscount. Hoje é possível encontrar outras versões como banana toffe, choccie e berries, além do tradicional sabor de framboesa.
Quanto ao nome: Dodger em homenagem ao personagem Roger Dodger, Jammie em menção a palavra jam (geleia em inglês). Acredita-se eu receba esse nome pelo fato de ser um dos personagens favoritos das crianças e mais famosos da revista e “trapacear“ mostrando o recheio apenas no vazado em forma de coração e na verdade, ter recheio em todo biscoito.
Rende: 15 biscoitos
Tempo de Preparo: 2h
Dificuldade: *****
Custo: $$$$$
Ingredientes
Geleia (você pode comprar pronta, se preferir)
- 1 kg de framboesas (pode substituir por morangos para baratear)
- 1 kg de açúcar gelificante (pectina)
- Suco de um limão siciliano espremido na hora
Biscoito
- 250 gramas de manteiga sem sal amolecida
- 125 gramas de açúcar
- 275 gramas de farinha de trigo
- 100 gramas de farinha de arroz
- Uma pitada de sal
- 2 colheres de chá de essência de baunilha
- 250 gramas de geleia de framboesa
Modo de Preparo:
1. Para começar a geleia, coloco um pires no freezer. Pique um punhado de framboesas em pedaços grandes e reserve.
2. Coloque o restante das framboesas em uma panela grande e amasse com um espremedor até obter uma polpa espessa.
3. Acrescente o açúcar e o suco de limão, e leve ao fogo brando. Mexa até dissolver o açúcar, aumente o fogo e deixe ferver por 3 minutos antes de adicionar as framboesas reservadas.
4. Continue a cozinhar por mais 6 minutos, mexendo de vez em quando, e remova a espuma da superfície usando uma escumadeira.
5. Retire da panela do fogo e coloque uma pequena quantidade de geleia no pires gelado. Quando estiver fria, passe o dedo por ela: se enrugar, está no ponto. Reserve.
6. Para os biscoitos, bata em uma tigela grande a manteiga e o açúcar até obter um creme leve e aerado. Acrescente as farinhas peneiradas, o sal e a essência de baunilha, misturando até incorporar.
7. Leve a geladeira por cerca de 30 minutos para gelar a massa.
8. Em seguida, abra a massa em uma superfície ligeiramente enfarinhada até ficar com 0,5 cm de espessura e faça 30 círculos com um cortador redondo. Com um cortador pequeno em formato de coração, faça o corte no meio do disco em metade dos discos cortados. Leve a geladeira por mais uma hora.
9. Pré aqueça o forno a 160ºC.
10. Retire a massa da geladeira e asse por cerca de 20 minutos. Deixe os biscoitos esfriarem completamente.
11. Para montar, coloque uma colher de chá cheia de geleia no centro de cada biscoito inteiro e cubra um biscoito vazado.
A história em quadrinhos, que surge no final da década de 30, tinha como foco principal um humor diferenciado, onde comportamentos imorais como bullying (Dennis the Menace), desonestidade (Roger the Dodger) e até mesmo o roubo (Baby Face Finlayson e os Três Ursos) eram aceitáveis. Embora pareça algo fora do sentido e a simpatia dos leitos pela HQ fosse ligada à má índole deles, todos os personagens no final eram castigados por seus maus atos. Nos últimos anos porém, os castigos corporais diminuíram. Por exemplo, o chinelo (instrumento de castigo que um dos pais dos personagens usavam) passou a ser o nome do chefe da polícia do bairro.
Em relação ao biscoito, inicialmente era produzido em Llantarnam - País de Gales (Reino Unido) pela Burtons Biscuits durante a década de 60. A fabrica é uma grande produtora de biscoitos que são muito tradicionais na região, tais como Waggon Wheels e Viscount. Hoje é possível encontrar outras versões como banana toffe, choccie e berries, além do tradicional sabor de framboesa.
Quanto ao nome: Dodger em homenagem ao personagem Roger Dodger, Jammie em menção a palavra jam (geleia em inglês). Acredita-se eu receba esse nome pelo fato de ser um dos personagens favoritos das crianças e mais famosos da revista e “trapacear“ mostrando o recheio apenas no vazado em forma de coração e na verdade, ter recheio em todo biscoito.
Jammie Dodgers
Rende: 15 biscoitos
Tempo de Preparo: 2h
Dificuldade: *****
Custo: $$$$$
Ingredientes
Geleia (você pode comprar pronta, se preferir)
- 1 kg de framboesas (pode substituir por morangos para baratear)
- 1 kg de açúcar gelificante (pectina)
- Suco de um limão siciliano espremido na hora
Biscoito
- 250 gramas de manteiga sem sal amolecida
- 125 gramas de açúcar
- 275 gramas de farinha de trigo
- 100 gramas de farinha de arroz
- Uma pitada de sal
- 2 colheres de chá de essência de baunilha
- 250 gramas de geleia de framboesa
Modo de Preparo:
1. Para começar a geleia, coloco um pires no freezer. Pique um punhado de framboesas em pedaços grandes e reserve.
2. Coloque o restante das framboesas em uma panela grande e amasse com um espremedor até obter uma polpa espessa.
3. Acrescente o açúcar e o suco de limão, e leve ao fogo brando. Mexa até dissolver o açúcar, aumente o fogo e deixe ferver por 3 minutos antes de adicionar as framboesas reservadas.
4. Continue a cozinhar por mais 6 minutos, mexendo de vez em quando, e remova a espuma da superfície usando uma escumadeira.
5. Retire da panela do fogo e coloque uma pequena quantidade de geleia no pires gelado. Quando estiver fria, passe o dedo por ela: se enrugar, está no ponto. Reserve.
6. Para os biscoitos, bata em uma tigela grande a manteiga e o açúcar até obter um creme leve e aerado. Acrescente as farinhas peneiradas, o sal e a essência de baunilha, misturando até incorporar.
7. Leve a geladeira por cerca de 30 minutos para gelar a massa.
8. Em seguida, abra a massa em uma superfície ligeiramente enfarinhada até ficar com 0,5 cm de espessura e faça 30 círculos com um cortador redondo. Com um cortador pequeno em formato de coração, faça o corte no meio do disco em metade dos discos cortados. Leve a geladeira por mais uma hora.
9. Pré aqueça o forno a 160ºC.
10. Retire a massa da geladeira e asse por cerca de 20 minutos. Deixe os biscoitos esfriarem completamente.
11. Para montar, coloque uma colher de chá cheia de geleia no centro de cada biscoito inteiro e cubra um biscoito vazado.
quarta-feira, 16 de março de 2016
OVOS "GELADOS" DE PÁSCOA
A história dos Ovos de Páscoa é um pouco mais antiga do que podemos imaginar. Sabemos que nessa data celebramos a morte e ressurreição de Cristo, sendo então um momento especial para os cristãos. Mas uma coisa que sempre nos perguntamos é: afinal de contas, porque costumamos presentear os amigos e familiares com ovos de chocolate: Qual o real significado desse ato?!
A resposta na verdade está muito antes da era cristã. Para algumas religiões pagãs - cultuadas no leste europeu e no oriente - o uso do ovo como forma de presente era bastante comum e costumavam anunciar a chegada da primavera (hemisfério norte) e de toda fertilidade que ela traz consigo. Como forma de celebração, os ovos costumavam ganhar pinturas e decalques com detalhes da natureza - plantas ou algum elemento natural. A partir da Idade Média pode-se observar que esses presentes também eram dados como oferenda à Ostera, deusa da primavera (representada por uma mulher que observava um coelho que segurava nas mãos seus ovos).
Até aí tudo bem, mas como uma tradição pagã se tornou tão forte entre os cristãos? Acontece que, com o Concílio de Niceia (325 d.C.), os padres e bispos decidiram adotar algumas das tradições e rituais de outras religiões às comemorações cristãs, a fim de trazer mais fiéis para a Igreja. A partir desta decisão, começaram a ser pintados ovos com a imagem de Jesus Cristo e sua mãe, Maria. Além disso, durante o período quaresmal, era proibido o consumo de ovos. Desse modo, muitos ovos ficavam estocados e apodreciam. Para evitar desperdícios, eram cozidos e doados às crianças para colorirem e enfeitarem. Na Quinta Feira Santa, juntamente com os coroinhas das paróquias, as crianças saíam reunindo todos os ovos da redondeza e faziam omeletes para distribuir para toda a população.
Ainda na Idade Média, como sabemos que tudo era luxo e ostentação, os ovos costumavam ser feitos de ouro (muitas vezes maciços) e cravejados de lindas pedras preciosas. Nessa mesma época, quando os ovos não eram maciços possuíam uma lembrança no interior (o valor do presente variava de acordo com a classe de quem dava e a importância de quem recebia).
É bem depois do século XVI que começa a se encontrar o chocolate - graças à colonização de territórios maias e astecas -, a partir da descoberta do cacau pelos espanhóis. E apenas 200 anos depois, no século XIX que aparece o primeiro ovo de chocolate da história, produzido por grandes nomes da cozinha requintada francesa.
Rende: 2 porções
Tempo de Preparo: 4h40
Dificuldade: Médio
Custo: $$$$$
Ingredientes
- 500g de chocolate ao leite
- 200g de sorvete crocante
- Forma de ovos de chocolate de 500g
- Calda de caramelo
- Castanhas para decorar
Modo de Preparo
1. Primeiro, faça a temperagem do chocolate: derreta o chocolate até que forme um creme homogêneo. Esfrie-o lentamente com a ajuda de um pão duro fazendo movimentos constantes, até esfriar.
2. Assim que amornar e com a ajuda de uma colher ou pincel, passe o chocolate na forminha, de dentro para fora, não se esquecendo de caprichar nas laterais. Vire a forma sobre a vasilha de chocolate derretido para reaproveitar a sobra.
3. Deixe gelar a camada por cerca de 3 a 5 minutos. Repita a operação mais 3 vezes, camada por camada.
4. Assim que o chocolate endurecer, preencha o ovo com o sorvete crocante, nivelando ele com as laterais do ovo (se quiser, pode fazer várias bolas e ir distribuindo-as para dar textura ao recheio).
Após completar o ovo com o sorvete, desenforme o ovo cuidadosamente.
5. Embrulhe cada metade em papel filme e leve a sobremesa no freezer até a hora de servir.
6. Para decorar, despeje a calda de caramelo sobre o sorvete e salpique castanhas. É opcional, mas se quiser também coloque raspas de chocolate para dar uma colorida.
A resposta na verdade está muito antes da era cristã. Para algumas religiões pagãs - cultuadas no leste europeu e no oriente - o uso do ovo como forma de presente era bastante comum e costumavam anunciar a chegada da primavera (hemisfério norte) e de toda fertilidade que ela traz consigo. Como forma de celebração, os ovos costumavam ganhar pinturas e decalques com detalhes da natureza - plantas ou algum elemento natural. A partir da Idade Média pode-se observar que esses presentes também eram dados como oferenda à Ostera, deusa da primavera (representada por uma mulher que observava um coelho que segurava nas mãos seus ovos).
Até aí tudo bem, mas como uma tradição pagã se tornou tão forte entre os cristãos? Acontece que, com o Concílio de Niceia (325 d.C.), os padres e bispos decidiram adotar algumas das tradições e rituais de outras religiões às comemorações cristãs, a fim de trazer mais fiéis para a Igreja. A partir desta decisão, começaram a ser pintados ovos com a imagem de Jesus Cristo e sua mãe, Maria. Além disso, durante o período quaresmal, era proibido o consumo de ovos. Desse modo, muitos ovos ficavam estocados e apodreciam. Para evitar desperdícios, eram cozidos e doados às crianças para colorirem e enfeitarem. Na Quinta Feira Santa, juntamente com os coroinhas das paróquias, as crianças saíam reunindo todos os ovos da redondeza e faziam omeletes para distribuir para toda a população.
Ainda na Idade Média, como sabemos que tudo era luxo e ostentação, os ovos costumavam ser feitos de ouro (muitas vezes maciços) e cravejados de lindas pedras preciosas. Nessa mesma época, quando os ovos não eram maciços possuíam uma lembrança no interior (o valor do presente variava de acordo com a classe de quem dava e a importância de quem recebia).
É bem depois do século XVI que começa a se encontrar o chocolate - graças à colonização de territórios maias e astecas -, a partir da descoberta do cacau pelos espanhóis. E apenas 200 anos depois, no século XIX que aparece o primeiro ovo de chocolate da história, produzido por grandes nomes da cozinha requintada francesa.
Ovos de Chocolate Gelados
Rende: 2 porções
Tempo de Preparo: 4h40
Dificuldade: Médio
Custo: $$$$$
Ingredientes
- 500g de chocolate ao leite
- 200g de sorvete crocante
- Forma de ovos de chocolate de 500g
- Calda de caramelo
- Castanhas para decorar
Modo de Preparo
1. Primeiro, faça a temperagem do chocolate: derreta o chocolate até que forme um creme homogêneo. Esfrie-o lentamente com a ajuda de um pão duro fazendo movimentos constantes, até esfriar.
2. Assim que amornar e com a ajuda de uma colher ou pincel, passe o chocolate na forminha, de dentro para fora, não se esquecendo de caprichar nas laterais. Vire a forma sobre a vasilha de chocolate derretido para reaproveitar a sobra.
3. Deixe gelar a camada por cerca de 3 a 5 minutos. Repita a operação mais 3 vezes, camada por camada.
4. Assim que o chocolate endurecer, preencha o ovo com o sorvete crocante, nivelando ele com as laterais do ovo (se quiser, pode fazer várias bolas e ir distribuindo-as para dar textura ao recheio).
Após completar o ovo com o sorvete, desenforme o ovo cuidadosamente.
5. Embrulhe cada metade em papel filme e leve a sobremesa no freezer até a hora de servir.
6. Para decorar, despeje a calda de caramelo sobre o sorvete e salpique castanhas. É opcional, mas se quiser também coloque raspas de chocolate para dar uma colorida.
terça-feira, 15 de março de 2016
RAVANIE, UM DOCE DEUS GREGO
O doce de hoje é famoso em várias regiões da Europa Oriental e Oriente Médio. Basbousa (em árabe), Revani (em turco) e Ravanie (em grego) é um doce feito a partir de sêmola e imprescindível a presença do xarope - aqui no Brasil chamado de calda - de mel e laranja.
O bolinho, que é categorizado como "siropiasta" - ou seja, sobremesas gregas xaroposas, é bastante macio, úmido e bem refrescante, graças à combinação da massa fofa do bolinho com o molhadinho da calda. Podem-se encontrar muitas variações desta receita grega tradicional, com o mais conhecido sendo a receita Ravani à base de sêmola e laranja, típicas da região de Véria, ao norte da Grécia. Em algumas regiões, o bolo é feito com nozes ou arroz, e uma outra versão - feita durante a Quaresma - a base de óleo no lugar da manteiga.
Agora um pouquinho de história: o bolinho, que possui raízes orientais, surge na Grécia no período em que ela ficou conhecida como Grécia Otomana - quando o país foi dominado pelos turcos, fazendo parte do Império Otomano -, por volta do século XIV (antes da captura de Constantinopla) até o final da Guerra de Independência Grega (no inicio de 1830). Esse período da história ficou conhecido como Tourkokratia (do grego "governo turco").
Rende: 10 pedaços
Tempo de Preparo: 105 minutos (1 h 45)
Dificuldade: Médio
Custo: $$$$$
Ingredientes
Massa:
- 115 gramas de manteiga
- 1 e 1/4 xícara de chá de açúcar
- 1 e 1/2 xícara de chá de farinha de trigo
- 2 colheres de chá de fermento em pó
- Uma pitada de sal
- 1/2 colher de chá de pimenta da jamaica
- 1/4 de xícara de chá de sêmola
- Raspas e suco de 2 laranjas
- 2 ovos
- 1 colher de sopa de sementes de gergelim levemente torradas
Calda:
- 2/3 de xícara de chá de açúcar
- Raspas e suco de 1 laranja
- 2 colheres de sopa de mel
Modo de Preparo
1. Pré aqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma retangular e forre com papel manteiga.
2. Em uma tigela grande, bata a manteiga e o açúcar até obter um creme claro.
3. Em outra tigela, peneire a farinha, o fermento, o sal e a pimenta da jamaica. Junte com a mistura de manteiga e acrescente a sêmola, os ovos, as raspas, o suco da laranja e as sementes de gergelim. Misture muito bem
4. Coloque a massa na assadeira e leve ao forno por 1h15. Para ver se está pronta, espete o palito. Se sair limpo, pode retirar do forno. Deixe esfriar e com a ajuda de um garfo, faça diversos furos na massa para a calda penetrar na massa.
5. Faça a calda. Numa panela pequena, em fogo baixo, aqueça o açúcar, as raspas e o suco da laranja, mexendo até que o açúcar se dissolva. Junte o mel e deixe ferver por 3 minutos.
6. Regue o bolo com a calda ainda quente. Decore com raspas de casca de laranja.
7. Para servir corte o bolo em pequenos losangos e sirva.
O bolinho, que é categorizado como "siropiasta" - ou seja, sobremesas gregas xaroposas, é bastante macio, úmido e bem refrescante, graças à combinação da massa fofa do bolinho com o molhadinho da calda. Podem-se encontrar muitas variações desta receita grega tradicional, com o mais conhecido sendo a receita Ravani à base de sêmola e laranja, típicas da região de Véria, ao norte da Grécia. Em algumas regiões, o bolo é feito com nozes ou arroz, e uma outra versão - feita durante a Quaresma - a base de óleo no lugar da manteiga.
Agora um pouquinho de história: o bolinho, que possui raízes orientais, surge na Grécia no período em que ela ficou conhecida como Grécia Otomana - quando o país foi dominado pelos turcos, fazendo parte do Império Otomano -, por volta do século XIV (antes da captura de Constantinopla) até o final da Guerra de Independência Grega (no inicio de 1830). Esse período da história ficou conhecido como Tourkokratia (do grego "governo turco").
Ravanie
Rende: 10 pedaços
Tempo de Preparo: 105 minutos (1 h 45)
Dificuldade: Médio
Custo: $$$$$
Ingredientes
Massa:
- 115 gramas de manteiga
- 1 e 1/4 xícara de chá de açúcar
- 1 e 1/2 xícara de chá de farinha de trigo
- 2 colheres de chá de fermento em pó
- Uma pitada de sal
- 1/2 colher de chá de pimenta da jamaica
- 1/4 de xícara de chá de sêmola
- Raspas e suco de 2 laranjas
- 2 ovos
- 1 colher de sopa de sementes de gergelim levemente torradas
Calda:
- 2/3 de xícara de chá de açúcar
- Raspas e suco de 1 laranja
- 2 colheres de sopa de mel
Modo de Preparo
1. Pré aqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma retangular e forre com papel manteiga.
2. Em uma tigela grande, bata a manteiga e o açúcar até obter um creme claro.
3. Em outra tigela, peneire a farinha, o fermento, o sal e a pimenta da jamaica. Junte com a mistura de manteiga e acrescente a sêmola, os ovos, as raspas, o suco da laranja e as sementes de gergelim. Misture muito bem
4. Coloque a massa na assadeira e leve ao forno por 1h15. Para ver se está pronta, espete o palito. Se sair limpo, pode retirar do forno. Deixe esfriar e com a ajuda de um garfo, faça diversos furos na massa para a calda penetrar na massa.
5. Faça a calda. Numa panela pequena, em fogo baixo, aqueça o açúcar, as raspas e o suco da laranja, mexendo até que o açúcar se dissolva. Junte o mel e deixe ferver por 3 minutos.
6. Regue o bolo com a calda ainda quente. Decore com raspas de casca de laranja.
7. Para servir corte o bolo em pequenos losangos e sirva.
sexta-feira, 11 de março de 2016
MELKTERT
Quem não gosta de uma torta aerada e bem leve, daquelas que
você não tem vontade de parar de comer? Pois é, a Melktert é assim. Com esse nome
a gente já sabe que brasileira ela não é.
Com origem na África do Sul, é um dos pratos mais tradicionais
da região e tem como raízes a cultura holandesa - tanto que o nome Melktert
surge no dialeto Afrikaans (torta de leite) falado pelos colonos holandeses que
habitavam a região. O diferencial dessa torta, além de toda a cultura por trás
dela, é a proporção de leite em relação às demais tortas tradicionais europeias
– como os pasteis de nata portugueses - e, graças a isso, possuem um sabor mais
suave, tornando sua degustação ainda mais deliciosa.
Não se sabe ao certo quando surge essa iguaria que acabou
fazendo sucesso e sendo conhecido pelos quatro cantos do planeta, mas é no
século XVII, por volta do ano de 1652 que a Companhia das Índias Orientais estabeleceu-se
na Colônia do Cabo, na região do extremo sol da África - no do Cabo da Boa
Esperança -, exatamente ao meio do caminho entre as Índias Orientais e
Ocidentais Holandesas, sendo os únicos colonizadores da região até o ano de
1797, quando o Reino Unido dominou a colônia e fizeram com que os holandeses
ocupassem uma pequena região – conhecida como Natal, passando a ser conhecidos
como boêres.
Buscaram trazer as tortas tradicionais holandesas, mas adaptaram as formas de preparo com a cultura africana.
| Fonte: London Green Africa |
Melktert
Rende: 8 - 10 pedaços
Tempo de Preparo: 60 minutos
Dificuldade: Médio
Custo: $$$$$
Ingredientes
Massa:
- 100 gramas de manteiga sem sal, amolecida
- 1/2 xícara de açúcar
- 1 ovo
- 2 colheres de chá de essência de baunilha
- 200 gramas de farinha de trigo
- Uma pitada de sal
Recheio
- 1 fava de baunilha
- 2 1/2 xícaras de leite integral
- 1 pau de canela
- 4 claras
- 4 gemas
- 1/2 xícara de açúcar
- 2 1/2 farinha de trigo
- 2 1/2 colheres de sopa de amido de milho
- 2 colheres de sopa de manteiga em cubos
- Uma pitada de sal
- 1/2 colher de chá de canela em pó
- 2 colheres de chá de açúcar
Modo de Preparo:
1. Para a massa, bata a manteiga e o açúcar em uma tigela grande até obter um creme homogêneo e bem macio.
2. Aos poucos, acrescente aos poucos os ovos, seguido pela baunilha, e depois a farinha de trigo peneirada. Adicione o sal e mexa bem.
3. Coloque a massa em uma forma untada e pressione-a até preencher todo o fundo da forma.
4. Perfure a base e leve ao freezer por 15 minutos ou deixe na geladeira por 30 minutos até esfriar.
5. Pré aqueça o forno a 180ºC. Asse por 25-30 minutos e em seguida deixe esfriar sobre uma superfície fria.
6. Para o recheio, corte a fava de baunilha ao meio e raspe as sementes. Coloque o leite, a fava, as sementes de baunilha e a canela em uma panela, em fogo brando. Deixe em infusão por 5-10 minutos e depois aumente e espere até o leite ferver.
7. Enquanto isso, bata as gemas, o açúcar, a farinha e o amido até obter uma mistura homogênea.
8. Retire a mistura de leite no fogo, coe sobre a mistura de gemas, descartando a fava de baunilha e a canela e mexa. Enxágue a panela antes de voltar a misturar para ela.
9. Mexa o creme em fogo médio até engrossar - pode levar alguns minutos.
10. Depois que engrossar, acrescente a manteiga e mexa até derreter. Transfira a mistura para uma jarra grande e deixe esfriar rapidamente.
11. Em uma tigela limpa, bata as claras e o sal até o ponto de neve. Junte as claras no creme de ovo morno e, depois que fizer, despeje a mistura na base da torta pronta.
12. Misture a canela em pó e o açúcar e polvilhe por cima.
13. Deixe esfriar em temperatura ambiente antes de levar à geladeira por algumas horas para firmar.
quinta-feira, 10 de março de 2016
TORTA DE SANTIAGO
Já que aqui o que não falta são histórias e receitas
deliciosas, a famosa Torta de Santiago não podia faltar. A torta espanhola, de
origem na capital galega –Santiago de Compostela – tem como base ovos e
amêndoas, e raízes na cultura judia.
É na verdade, uma receita de herança sefardí (descendentes
de judeus oriundos da Espanha e de Portugal que se estabeleceram nessa região
durante a era das navegações fenícias). É uma sobremesa típica da Páscoa judia,
quando os hebreus substituíam a farinha tradicional por pasta de amêndoa, já
que na tradição da religião, havia a proibição do uso de leveduras e fermentos.
Seu primeiro
aparecimento data de 1577, quando D. Pedro de Portocarrero foi fazer uma visita
à Universidade de Santiago de Compostela, onde foi servido a ele a Torta Real
(antigo nome para a torta). Recebia esse nome porque as
amêndoas (base da torta) era um alimento bastante escasso na região, tornando a
torta uma sobremesa de luxo, reservada a poucas pessoas de grande importância
da sociedade espanhola.
Mas, é quase 300 anos depois – em 1838 - que começam a
surgir registros escritos sobre a famosa torta servida ao D. Pedro de
Portocarrero, através de notas de Luís Bartolomé de Leybar, onde chama a torta
de “Tarta de Amêndoa”.
É só no ano de 1924, através das mãos dos confeiteiros da
Casa Mora, que a tradicional receita da capital galega recebe o famoso nome “Torta
de Santigo”, em homenagem o seu local de origem e graças à cruz de Santiago que é
comumente desenhada na superfície da torta, tornando-se, portanto sua
apresentação atual característica.
Recentemente, em 03 de março de 2006, a Dirección Xeral de
Indústria Agroalimentaria e Alimentación solicitou à administração da União Europeia que a torta fosse protegida legalmente. Atendendo aos pedidos espanhois, a Torta de Santiago passou a ser
protegida por DOP (denominação de origem protegida) da União Europeia, a fim de
proteger nomes das cozinhas regionais.
| Fonte: Vintage Mixer |
Torta de Santiago
Rende: 16 porções
Tempo de Preparo: 50 minutos
Dificuldade: Médio
Custo: $$$$$
Ingredientes
- 80 gramas de manteiga
- 50 gramas de açúcar
- 2 gemas
- 175 gramas de farinha de trigo (pode usar a de amêndoas, mas encarece a receita)
Recheio
- 3 ovos
- 150 gramas de açúcar
- Raspas da casca de 1 limão
- 1 colher de chá de canela em pó
- 400 gramas de farinha de amêndoa
- 1 colher de sopa de manteiga derretida
- 1 colher de chá de essência de amêndoa
- 1 colher de sopa de açúcar de confeiteiro para polvilhar
Modo de Preparo:
1. Para a massa, bata a manteiga com o açúcar até formar um creme homogêneo
2. Adicione as gemas e a farinha misturando até a massa não grudar nas mãos
3. Com a ajuda de um rolo, abra a massa e assente a mesma em uma forma de 30 cm com fundo falso
4. Leve para assar em forno preaquecido a 180º C por 12 minutos
5. Para o recheio, bata os ovos com o açúcar até dobrar o volume
6. Acrescente as raspas de limão, a canela e continue batendo. Por último, acrescente a farinha de amêndoas, a manteiga derretida e a essência
7. Despeje sobre a massa pré-assada e leve ao forno por 18 minutos ou até que o recheio esteja firme
8. Assim que esfriar, polvilhe o açúcar de confeiteiro usando uma peneira fina e sirva.
quarta-feira, 9 de março de 2016
BISCOITOS ANZAC
Apesar de não ser muito tradicional em terras brasileiras,
esse biscoito com origem lá do outro lado do mundo – mais precisamente na
Oceania – e foi criado pelas namoradas e esposas de soldados do exército
australiano e neo zelandês durante a I Guerra Mundial e por isso recebe o nome de ANZAC – Australian
and New Zeland Army Corps.
Detalhe: ele só passou a ser chamado por esse nome a partir
de 1919 com o fim da Primeira Guerra Mundial, quando familiares de soldados da
guerra (sobreviventes, mortos e feridos) decidiram se unir para angariar fundos
para manter o mínimo de qualidade de vida dos soldados durante ações, além de
homenagear soldados perdidos durante as batalhas da I Guerra. O dia ANZAC (do
inglês ANZAC Day) é celebrado em 25 de Abril tanto na Austrália como na Nova
Zelândia.
Mas como já falamos, o bolinho surge antes – conhecido como
Biscoitos dos Soldados - a partir da preocupação dos familiares dos soldados
com a alimentação deles nos campos de batalha. As famílias sabiam que enviar
comidas saudáveis e com todos os nutrientes era algo muito difícil, já que o
transporte era feito em navios da Marinha Mercante, que costumava demorar para
chegar e não possuía locais para estocagem e refrigeração. Por isso, a comida
devia ser simples, rica em nutrientes, fácil de estocar e aguentar mudanças de
temperatura.
Com todas as dificuldades, as mulheres criaram um biscoito
com base em uma receita tradicional escocesa de bolacha de aveia (lembrando que
Nova Zelândia e Austrália eram colônias britânicas, e por isso da influência).
Para completar os nutrientes, acrescentaram o coco e o melado à receita
original.
Importante: O nome
ANZAC é protegido pela lei australiana e não pode ser usado comercialmente sem
a permissão do ministério que cuida dos veteranos de guerra. Em 2008, a rede de
sanduíches Subway adicionou à sua cartela de sabores de cookies o ANZAC, mas
rapidamente foi obrigado a retirar, já que não segue a receita original.
Biscoitos ANZAC
Rende: 12 biscoitos
Tempo de Preparo: 25 minutos
Dificuldade: Fácil
Custo: $$$
Ingredientes
- 150 gramas de farinha de trigo
- 90 gramas de aveia em flocos
- 85 gramas de coco ralado
- 100 gramas de açúcar mascavo
- 55 gramas de açúcar refinado
- 125 gramas de manteiga sem sal
- 2 colheres de sopa de melaço de cana
- 2 colheres de sopa de água quente
- ½ colher de chá de bicarbonato de sódio
Modo de Preparo:
1. Pré aqueça o forno em temperatura média (180º C).
2. Peneire a farinha de trigo e os açúcares combinados.
Adicione a aveia e o coco. Reserve.
3. Coloque a manteiga e o melaço em uma panela e deixe em
fogo baixo até a manteiga derreter.
4. Dissolva o bicarbonato de sódio na água quente e misture
com a manteiga e o melaço.
5. Incorpore a mistura líquida aos ingredientes secos e
misture até formar uma massa homogênea.
6. Distribua colheradas generosas de massa na assadeira
previamente untadas, deixando espaço suficiente para que possam se espalhar.
7. Asse de 10 a 12 minutos, ou até dourar.
RECEITA: OVOS MOLES DE AVEIRO E BABA DE MOÇA
Como falamos no post anterior sobre Baba de Moça ou seu ancestral - os Ovos Moles de Aveiro - trouxemos uma receita de cada, afinal de contas a receita é bastante semelhante, se diferenciando na adição do leite de coco - para a baba de moça - e a retirada da massinha de hóstia.
Então, vamos lá.
Rende: 6 porções
Tempo de Preparo: 30 minutos
Dificuldade: Fácil
Custo: $
Ingredientes:
- 2 latas de leite condensado
- 2 vidros de leite de coco
- 6 gemas
Modo de Preparo:
1. Em uma panela, coloque todos os ingredientes e mexa até começar a soltar do fundo da panela.
2. Caso opte por comer de colher, retire do fogo um pouco antes.
3. Deixe esfriar e sirva gelado.
Então, vamos lá.
Ovos Moles de Aveiro
Rende: 24 unidades
Tempo de Preparo: 40 minutos
Dificuldade: Fácil
Custo: $$
Ingredientes:
- 12 gemas
- 12 colheres de sopa de açúcar
- 12 colheres de sopa de água
- 4 folhas de hóstia com moldes (Já vem o molde e as hóstias em formatos marinhos)
- Claras para pincelar e selar
Modo de Preparo:
1. Em uma panela, coloque as gemas, o açúcar e a água e leve ao fogo. Mexa com uma colher de pau e deixe engrossar. Retire do fogo e deixe esfriar.
2. Quando o creme de ovos estiver frio, com a ajuda de uma colher, coloque pequenas porções nos moldes. Com a ajuda de uma faca, espalhe bem para preencher os cantinhos da forma.
3. Repita o mesmo procedimento em todas as folhas de molde, e assim que feito, junte duas partes.
4. Recorte os moldes de hóstia e para fechar, molhe os dedos em clara de ovos e una as bordas das duas massas.
*:Outra forma tradicional de apresentar esse doce é colocá-los em potes de madeira.
Baba de Moça

Tempo de Preparo: 30 minutos
Dificuldade: Fácil
Custo: $
Ingredientes:
- 2 latas de leite condensado
- 2 vidros de leite de coco
- 6 gemas
Modo de Preparo:
1. Em uma panela, coloque todos os ingredientes e mexa até começar a soltar do fundo da panela.
2. Caso opte por comer de colher, retire do fogo um pouco antes.
3. Deixe esfriar e sirva gelado.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
RECEITA: MINI ÉCLAIRS
Como já falei aqui uma vez, acho super meiguinho aqueles doces feitos individuais sabe? Nada muito grande, daqueles que você consegue comer um pouquinho de cada, sem estragar a apresentação do prato e nem fazer uma sujeirada na hora de cortar...
Pensando nisso e sobre o que falamos aqui das éclairs, hoje trouxemos uma receita que é uma delícia: mini éclairs com recheio de creme de leite condensado. Super simples de fazer, uma delícia de comer.
Ótima para chás da tarde ou como sobremesa de um almoço entre amigos e família!
sábado, 18 de abril de 2015
WHOOPIE PIE CHOCOMALLOW
Aposto que a maioria de vocês nunca ouviu falar nessa sobremesa.Por aqui ela não é muito tradicional, apesar de ser deliciosa. Já nos EUA, ela é um doce bastante tradicional e pode ser encontrado na maioria das confeitarias e lojas de conveniência.
Esse doce, Whoopie Pie (que se pronuncia uúpi pái) é originário dos Estados Unidos na década de 1920, mais exatamente em Lancaster - Pensilvânia, segundo histórias locais. A sobremesa nada mais é do que duas rodelas de uma espécie de biscoito bem macio (que mais lembra a textura de um bolo) de chocolate que tradicionalmente é recheado com creme de marshmallow. A massa não pode ser muito fininha e nada de economizar no recheio.
Segundo histórias, a origem do doce é na colônia Amish - uma das mais antigas dos EUA - localizada nesta mesma cidade (uma curiosidade - nessas colônias não existe tecnologia, ou seja, tudo é feito manualmente e com ingredientes naturais. Não existem carros, tvs, celulares e nada dessas inovações tecnológicas).
Mas porque Whoopie Pie? Reza a lenda que as mulheres dos agricultores Amish colocavam esses pequenos doces, feito com restos de bolos e biscoitos de dias anteriores, dentro das bolsas de refeições de seus maridos, quando iam trabalhar, e de seus filhos, quando iam à escola. Quando eles abriam as lancheiras e encontravam Whoopie Pies, comemoravam com um grito de alegria: "whoopie!!!".
Dá até vontade de experimentar para ver se vale mesmo a pena gritar "whoopie!!", não é mesmo?!
Whoopie Pie Chocomallow
Rende: 8 whoopies
Tempo de Preparo: 40 minutos
Dificuldade: *****
Custo: $$$$$
Ingredientes
Massa:
- ½ xícara de manteiga
- 1 xícara de açúcar
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- 1 ovo
- ½ xícara de cacau em pó
- 1 e ½ xícara de farinha de trigo
- 1 colher de chá de fermento em pó
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 1 xícara de chá de leite
Marshmallow:
- 2 claras
- 1 xícara de glucose de milho
- 1 xícara de açúcar de confeiteiro
- 1 colher de chá de extrato de baunilha
- Uma pitada de sal
Modo de Preparo
1. Bata a manteiga, o açúcar, a essência e os ovos até obter um
creme amarelo fofinho e bem clarinho.
2. Peneire todos os outros ingredientes: cacau, fermento,
bicarbonato e o sal.
3. Em seguida, acrescente ao creme de manteiga alternando com o
leite. Mexa delicadamente até obter uma massa homogênea.
5. Para o marshmallow, bata as claras em velocidade alta com a
glucose de milho até ficar um creme brilhante e seu volume dobre.
6. Em velocidade baixa, adicione o açúcar de confeiteiro e a
essência de baunilha e bata até misturar bem.
7. Para montar, é só cobrir um disco com o creme de marshmallow
e cobri-lo com outro disco, com um sanduíche.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
PAVLOVA, DOCE DE BAILARINA
Uma sobremesa de nome russo, que homenageia uma bailarina e foi criada na Oceania. Isso é a prova viva de que culturas diferentes, quando se encontram pode dar em algo muito bom. É, se você achou que estávamos falando da Pavlova, acertou.
Primeiro de tudo, temos que concordar: é uma sobremesa linda de se ver e deliciosa de se experimentar. Mas não é apenas a questão dos sabores e texturas que a tornam especial. Sua história também.
A Pavlova foi criada em homenagem à bailarina russa Anna Pavlova (1881 - 1931). Quanto ao país de origem da sobremesa, a história é um pouco controversa. Na verdade, existem duas teorias:
A primeira diz que um chef australiano, admirador da bailarina, ao assisti-la em seu melhor e mais famoso número - A Morte do Cisne -, se encantou com sua performance, leveza e trajes. Com toda essa inspiração criou então uma das sobremesas mais tradicionais da Oceania - colocando no prato todas as sensações que teve ao assistir o espetáculo.
Já a outra teoria, diz que a origem da Pavlova é neozelandesa, criada pelo chef do restaurante Wellington, durante a turnê mundia do espetáculo, no ano de 1926.
Oficialmente, o primeiro registro escrito encontrado sobre esse doce foi em um livro sobre cozinha da Nova Zelândia. Enfim, qualquer que seja a origem da receita dessa sobremesa, sabemos que quem criou conseguiu captar os sentidos e sensações de quem presencia a bailarina no espetáculo.
"A sobremesa capta perfeitamente o espírito e a arte de Pavlova. O merengue assemelha-se a um tutu cheio de ondas, e as frutas coloridas e vibrantes lembram o brilho vertiginoso de sua dança. A própria vida do doce parece espelhar a famosa rotina das penas de Pavlova: a beleza desaparece rapidamente depois da criação e, a menos que seja consumida, a fruta e o creme despencam - uma sobremesa que morre, como o cisne." (WINTER, 2013, p.115)
A sobremesa possui o formato de bolo, com uma base de suspiro ou merengue durinho e crocante por fora e bem cremoso por dentro. Costuma ser servido com calda de frutas e decorado com pedaços dela. Tradicionalmente é feito nas datas festivas, principalmente no natal.
Bom, sendo australianos ou neozelandeses os inventores desse doce, eles estão de parabéns! O doce é lindo de se ver, barato e fácil de fazer. E cá entre nós, quem não ia gostar de servir de inspiração para uma sobremesa que ultrapassa a barreira dos anos, das inovações e das culturas?
Pavlova de Frutas Tropicais
Rende: 10 porções
Tempo de Preparo: 45 minutos
Tempo de Cozimento: 1 hora
Tempo de Espera: 6 horas
Dificuldade: *****
Custo: $$$$$
Ingredientes
- 6 claras
- 1 pitada de sal
- 335 gramas de açúcar
- 2 colheres de chá de amido de milho
- 1 colher de chá de vinagre branco
- Essência de baunilha
- 700 gramas de frutas tropicais
- Açúcar de confeiteiro para polvilhar
- 3 colheres de sopa de açúcar
- 1 lata de creme de leite sem soro
Modo de Preparo
1. Preaqueça o forno a 150ºC.
2. Bata as claras com a pitada de sal até chegar em ponto neve.
3. Vá aos poucos adicionando o açúcar, de preferência uma colherada por vez, batendo bem a cada colherada. A mistura deve ficar bem espessa e brilhante.
4. Em seguida, acrescente a baunilha, o amido e o vinagre.
5. Forre uma forma com papel manteiga. Sobre ela faça um círculo com a massa de cerca de 24 centímetros de diâmetro. Preencha o meio com o creme, até cobrir todo o espaço e deixar uma camada de base.
6. Coloque uma quantidade maior de massa nas laterais, para que eles fiquem ligeiramente mais alto. Se quiser desenhe texturas nas laterais com um garfo.
7. Leve ao forno e deixe assar na temperatura mais baixa por 1 hora. Em seguida, desligue o forno e deixe o suspiro lá até que esfrie, por no mínimo 6 horas.
8. Para o chantilly, bata o açúcar e as claras até atingir ponto de picos.
9. Distribua o chantilly dentro do suspiro e finalize com frutas sobre ele.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
AMBROSIA, O DOCE DOS DEUSES
E hoje vamos falar de um doce muito popular e tradicional aqui no Brasil, principalmente nas mesas das famílias mineiras: a ambrosia. Apesar de ser um doce bem mineirinho e ter a cara do brasileiro, sua origem data de milhares de anos; afinal de contas, era um dos alimentos prediletos dos deuses do Olimpo, na Grécia.
Pois é, as primeiras aparições desse doce dos deuses (literalmente) é Grécia Antiga e era um doce de consumo exclusivo dos deuses e possuía um sabor divino. Alguns dizem que segundo a lenda, o doce possuía o poder da cura e, se um humano conseguisse tomá-lo seria punido com a morte; outros afirmam que segundo a mitologia, a ambrosia era tão poderosa que caso um humano conseguisse comê-la (o que era proibido), ele teria o poder da imortalidade. Conta a lenda ainda que, se oferecida pelos deuses, o humano que experimentasse sentia uma sensação extrema de prazer e felicidade.
O nome ambrosia deriva da palavra Ambrósio, que significa divino e imortal. Conforme a mitologia, esse manjar era muito poderoso, chegando ao ponto de ressuscitar qualquer um, bastava apenas que pusesse um pouco do doce em sua boca. Mas deviam tomar cuidado: o excesso de ambrosia podia fazer com que quem ingerisse, explodisse.
Com passar do tempo, o doce foi adaptado e chegou a outras partes do mundo. Tornou-se bastante popular e muito bem produzido pelos países da Península Ibérica - Espanha e Portugal - e na época da colonização, veio com os imigrantes, tornando-se popular também no interior do Brasil, principalmente em Minas Gerais, aparecendo nas mesas de festas e banquetes desde o ano de 1876.
A ambrosia é um doce feito a base de leite, ovos e açúcar. No Brasil, também é conhecida por doce de ovos. Como toda receita que possui séculos e está presente em diversas partes do mundo, existem variações de ingredientes e especiarias colocadas - afinal cada região do mundo tem suas especialidades, não é mesmo?
Ambrosia
Rende: 10 porções
Tempo de Preparo: 40 minutos
Tempo de Cozimento: 5 minutos
Tempo de Espera: -
Dificuldade: *****
Custo: $$$$$
Ingredientes
- 750 gramas de açúcar
- 1 pau de canela
- 1 xícara de água
- 4 xícaras de leite
- 8 claras
- 16 gemas
Modo de Preparo
1. Em uma panela, junte o açúcar, a canela em pau e a água. Misture bem e leve ao fogo mexendo até que o açúcar dissolva por completo.
2. Após dissolver, pare de mexer e deixe atingir o ponto de calda grossa.
3. Acrescente o leite e mexa bem. Deixe ferver.
4. Em outro recipiente, bata as claras em neve e em seguida, misture as gemas cuidadosamente. Adicione essa mistura de ovos na panela, sem mexer.
5. Quando os ovos ficarem firmes, misture delicadamente com um garfo, separando os pedaços de ovos da calda. Deixe ferver por 5 minutos.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
RECEITA: BOLO CAPPUCCINO
Tudo bem que o dia do café já passou quase inteiro, mas o que vale é a intenção, não é mesmo?
Já que o assunto de hoje no blog foi a bebida nossa de cada dia - aquela que nos acompanha nas noites de estudo, nas noites sem dormir, no dia seguinte da balada, nas noites viradas fazendo relatório de trabalho - aquele que o chefe pediu amanhã pra entregar ontem (!!!) - enfim, nosso mascote das bebidas animadoras: o café. Mais precisamente aquela mistura dos deuses - café + leite + leite vaporizado, ou seja, cappuccino.
Enfim, seja qual for a forma que você goste de beber o café (puro, gelado, quente, frapè, com laranja...) uma sobremesa com um toque de cafeína é uma delícia não é mesmo? E com esse outono dando as caras, as temperaturas ficando mais amenas, nada como um bolinho quentinho no fim da tarde, não é mesmo? E acompanhado de uma xícara de café... nada como desestressar!
Pensando nisso, a receita de hoje é um bolinho delicioso de cappuccino. Particularmente acho que o sabor é mais gostoso com chocolate ao leite, mas se você optar por um bolo que não seja muito adocicado, troque por chocolate meio amargo.
Enfim, chocolate é chocolate e com café fica sensacional! Espero que experimentem a receita e gostem!!
Já que o assunto de hoje no blog foi a bebida nossa de cada dia - aquela que nos acompanha nas noites de estudo, nas noites sem dormir, no dia seguinte da balada, nas noites viradas fazendo relatório de trabalho - aquele que o chefe pediu amanhã pra entregar ontem (!!!) - enfim, nosso mascote das bebidas animadoras: o café. Mais precisamente aquela mistura dos deuses - café + leite + leite vaporizado, ou seja, cappuccino.
Enfim, seja qual for a forma que você goste de beber o café (puro, gelado, quente, frapè, com laranja...) uma sobremesa com um toque de cafeína é uma delícia não é mesmo? E com esse outono dando as caras, as temperaturas ficando mais amenas, nada como um bolinho quentinho no fim da tarde, não é mesmo? E acompanhado de uma xícara de café... nada como desestressar!
Pensando nisso, a receita de hoje é um bolinho delicioso de cappuccino. Particularmente acho que o sabor é mais gostoso com chocolate ao leite, mas se você optar por um bolo que não seja muito adocicado, troque por chocolate meio amargo.
Enfim, chocolate é chocolate e com café fica sensacional! Espero que experimentem a receita e gostem!!
BOLO DE CAPPUCCINO
Fala galera! Nada como comemorar o dia internacional do café, falando sobre ele mesmo... Claro que todo mundo sabe que o café é um grãozinho que pode se apresentar de diversas formas (ele pode até servir pra tirar cheiro entre uma prova de perfume e outra!!), e, por isso, hoje vamos falar sobre uma das bebidas mais famosas à base de café: o cappuccino.
Só pelo nome a gente já imagina que a origem seja italiana, afinal muitos "c" e muitos "p" só pode ter essa origem né? Mas e como surgiu?
Pois é, apesar de todo charme dos cafés e das cafeterias espalhadas pelo mundo, a origem do cappuccino não é tão glamourosa assim. Inclusive, para entrarmos nesse assunto precisamos voltar alguns (muitos) séculos atrás.
Por volta do século XVI surge o termo cappuccino, atribuído à criação da receita do monge italiano Marco D'Aviano. O monge - personagem muito importante na contenção do avanço do povo islâmico na Europa -, durante a invasão de Viena em 1683 encurralou junto com os fiéis o exército islâmico, que recuou deixando várias sacas de café pelo caminho.
Como já se sabia, o café possuía um sabor bastante amargo para o paladar europeu e para que os fiéis pudessem tomá-lo, os vienenses acabaram adicionando à ele mel e leite. A receita foi batizada em homenagem ao monge que participou da batalha.
Mas até aí, porque cappuccino, né? Em italiano, a palavra cappuccino quer dizer pequeno ("ino") capuz ("cappuccio"), que era utilizado pelos monges franciscanos - tais como Marco D'Aviano.
Hoje em dia, o cappuccino tradicional é feito a partir da mistura de leite, leite vaporizado e café, sem uma proporção exata. Em alguns lugares do mundo, como no Brasil, é comum adicionar também canela e chocolate em pó.
Existem também outras variações para o cappuccino: o machiatto e o latte, que mudam de acordo com a proporção dos ingredientes originais.
Pra comemorar o dia internacional do café, que tal um bolo delicioso de cappuccino?
Bolo de Cappuccino
Rende: 8 fatias
Tempo de Preparo: 20 minutos
Tempo de Cozimento: 40 minutos
Tempo de Espera: -
Dificuldade: *****
Custo: $$$$$
Ingredientes
- 1 xícara de farinha de trigo
- 2/3 de xícara de açúcar
- 2/3 de xícara de cacau em pó
- 2 colheres de sopa de fermento em pó
- 1 colher de chá de pó de café
- 1/2 xícara de creme de leite
- 1 colher de chá de óleo de soja
- 1/2 xícara de chocolate ao leite
- 1 xícara de açúcar mascavo
- 1 1/2 xícara de água
- 250 gramas de cappuccino em pó
Modo de Preparo
1. Preaqueça o forno em 200°C.
2. Em uma tigela, adicione os ingredientes secos e misture bem até que eles não fiquem separados. Não coloque ainda o chocolate ao leite.
3. Em seguida, acrescente o creme de leite e o óleo e misture até que a massa fique homogênea.
4. Agora adicione o chocolate ao leite picado e mexa bem, mas não muito para o bolo não sovar.
5. Unte a forma com um pouquinho de óleo e salpique um pouco de açúcar mascavo e cacau em pó na forma.
6. Dissolva o cappuccino em pó na água e misture à massa, até deixá-la homogênea.
7. Logo em seguida leve a forma ao forno e deixe assar por 40 minutos, ou até que ao colocar um palito de dente, este saia limpo.
Dica: Você pode servi-lo quente ou frio; se optar por servi-lo quente, acompanhe o bolo com uma deliciosa bola de sorvete com calda de chocolate!
terça-feira, 14 de abril de 2015
FLORESTA NEGRA
Quem nunca ouviu histórias dos irmãos Grimm? Branca de Neve, Rapunzel, João e Maria e Chapeuzinho Vermelho estão entre os exemplos de suas histórias. Mas e daí, o que elas têm de comum para estarem aqui? Simples! Todas elas se passam em um mesmo cenário: a Floresta Negra (sim, ela existe mesmo). Com essa resposta, acho que já imaginaram sobre que doce vamos falar hoje, não é mesmo?
Pois é, o escolhido do dia foi o famoso bolo Floresta Negra. Sua origem data de 1915, na antiga vila alemã de Bad Godesberg, hoje distrito de Bonn, pelo pâtissier Josef Keller, proprietário do Café Anger Keller. A receita original foi transmitida para seu aprendiz August Shefer e ele ensinou a seu filho, Claus. Mas é graças à um pâtissier inglês que o bolo Floresta Negra ganha o gosto e espaço no cardápio dos melhores restaurantes, sendo também um dos favoritos em festas.
Seu nome original é Schwarzwalder Kirschtorte. A palavra alemã schwarz quer dizer negra, enquanto walder significa floresta. Kirschtorte indica o tipo de elaboração do doce, ou seja, é uma torta kirsh - licor brandy de cereja típico da região entre as fronteiras da Alemanha, França e Suíça.
Mas, e porque o bolo recebe esse nome e homenageia a floresta? Além do fato de ter sido criado nessa região, é que nessa floresta, que se encontra no estado de Baden-Württermberg (sudoeste alemão), existe uma enorme cadeia de montanhas, repleta de vales, lagos trilhas. Como a maior parte de sua composição é carvalho - árvores altas e de folhagem densa e escura -, recebem pouca luz do sol, principalmente no inverno, tornando seu interior ainda mais escuro.
Quanto à apresentação do doce, há quem diga que representa a floresta - as raspas de chocolate são uma menção às cascas de árvores; enquanto o chantilly representa a grande quantidade de neve que cai no inverno. Outros dizem que é uma inspiração nas vestes das mulheres solteiras que viviam por aquela região, já que estas usavam vestidos pretos sobre camisas de mangas longas e brancas. Para completar o look, as jovens usavam um chapéu conhecido como bollenhut (por isso existe a tradição de que em cada roseta de chantilly deve ser colocada uma cereja).
Assim como na receita original criada na Alemanha, no bolo vamos colocar o kirsh (licor típico daquela região). Se você optar por não usar a bebida para fazer o bolo é simples: para as cerejas do recheio, ao invés de mergulhá-las no brandy (kirsh) utilize cerejas em calda. E deixe o chantilly sem o licor também.
Bolo Floresta Negra
Rende: 10 fatias
Tempo de Preparo: 40 minutos
Tempo de Cozimento: 20 minutos
Tempo de Espera: 20 minutos
Dificuldade: *****
Custo: $$$$$
Ingredientes
- 9 ovos (claras e gemas separadas)
- 250 gramas de açúcar
- 250 gramas de chocolate meio amargo derretido
- 50 gramas de cacau em pó
- 2 1/2 xícara de creme de leite
- 1 colher de sopa de açúcar de confeiteiro
- 1 pitada de sal
- 2 colheres de sopa de kirsh
- 500 gramas de cerejas mergulhadas em kirsh
- Cerejas frescas para decorar
- Chocolate meio amargo em lascas
Modo de Preparo
1. Preaqueça o forno a 180°C.
2. Em uma tigela, bata as claras e o sal até o ponto neve. Reserve.
3. Em uma batedeira, bata as gemas e o açúcar até formar um creme claro e airado. Acrescente à essa mistura o chocolate derretido em temperatura ambiente e junte as claras em neve à mistura. Misture até ficar homogêneo.
4. Incorpore o cacau peneirado e mexa com leveza, para que a massa não sove e fique pesada.
5. Distribua em 3 formas de tamanhos iguais. Leve ao forno por 20 minutos ou até que o palito saia bem sequinho. Espere a massa esfriar por cerca de 10 minutos antes de desenformar.
6. Bata o creme de leite até o ponto de chantilly. Acrescente em seguida o açúcar e o kirsh.
7. Intercale uma camada de bolo, uma de creme de chantilly e uma de cereja ao kirsh em pedaços. Para finalizar, cubra as laterais e a parte superior com o creme.
8. Para decorar: Salpique sobre o creme na parte superior e laterais do bolo as lascas de chocolate meio amargo. Novamente, com o creme faça espirais (rosetas) de chantilly e coloque cerejas no centro para enfeitar.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
MINEIRO COM BOTAS
Já passeamos bastante pelo mundo e pelo tempo, atrás de deliciosas histórias e aventuras gastronômicas. Hoje vamos ficar por aqui mesmo e falar sobre um doce brasileiro que é pouco conhecido: o Mineiro com Botas, ou também Mineiro de Botas.
O doce surge por volta do século XVII, mas ainda não era conhecido por esse nome, na época em que a mineração estava em alta no Brasil, principalmente nos territórios de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso.
Era de costume que as esposas dos mineiros comemorassem sua volta fazendo jantares - já que muitos mineiros passavam dias, semanas ou até meses sem voltar para casa; alguns chegavam a não sobreviver nas minas, com o trabalho muito puxado. Como sabemos, a vida não era fácil, o trabalho era quase escravo e o dinheiro era bem pouco. Por isso, na maioria das vezes, os ingredientes usados para as comidas dos "banquetes" de comemoração eram baratos e, muitas vezes, podiam ser encontrados nos próprios pomares e hortas das fazendas e sítios.
Aí que surge o doce Mineiro de Botas, ou Mineiro com Botas (homenageando esses trabalhadores). É feito a partir da mistura do queijo minas com banana, açúcar e canela. A disposição dele pode variar, com queijo em pedaços ou ralado; as bananas amassadas ou em tiras... Vai do gosto de quem faz.
Originalmente mineiro, o doce acabou ganhando fama também pelo Rio de Janeiro, onde você encontra com facilidade no cardápio de sobremesas de vários restaurantes. Lá, algumas variações podem ser vistas: doce de leite, goiabada, pudim de baunilha e até leite condensado podem entrar na receita e trazer novos sabores e sensações ao doce, que pode ser servido tanto quente como frio.
Enfim, independente de onde foi criado e onde fez a fama, o que sabemos é que esse doce caiu no gosto dos brasileiros, que adoram a mistura do doce - no caso a banana - com o salgado do queijo. Pode não ser um doce tão bonito, graças ao seu aspecto rústico, mas é uma delícia de dar água na boca, não é mesmo?!

Rende: 06 porções
Tempo de Preparo: 10 minutos
Tempo de Cozimento: 30 minutos
Tempo de Espera: -
Dificuldade: *****
Custo: $$$$$
Ingredientes
- 6 bananas nanicas amassadas
- 200 gramas de queijo minas curado ralado
- 50 gramas de manteiga sem sal
- 1 xícara de açúcar
- 4 ovos batidos
- Açúcar e canela a gosto
Modo de Preparo
1. Em uma tigela, frite as bananas na manteiga até ficarem bem douradas.
2. Em seguida, misture 1/4 do queijo ralado às bananas e misture. Adicione o açúcar e os ovos. Mexa até misturar bem.
3. Distribua em uma tigela a massa e sobre ela ajeite o restante do queijo ralado. Se quiser, decore com rodelas de banana e salpique a mistura de açúcar com canela.
4. Leve ao forno para assar por cerca de 30 minutos a 200°C.
5. Retire do forno e sirva, quente ou frio.
Dica: Se você quiser pode adicionar à receita goiabada ou doce de leite. Só não esqueça de diminuir um pouco do açúcar para que não fique muito doce e enjoativo.
O doce surge por volta do século XVII, mas ainda não era conhecido por esse nome, na época em que a mineração estava em alta no Brasil, principalmente nos territórios de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso.
Era de costume que as esposas dos mineiros comemorassem sua volta fazendo jantares - já que muitos mineiros passavam dias, semanas ou até meses sem voltar para casa; alguns chegavam a não sobreviver nas minas, com o trabalho muito puxado. Como sabemos, a vida não era fácil, o trabalho era quase escravo e o dinheiro era bem pouco. Por isso, na maioria das vezes, os ingredientes usados para as comidas dos "banquetes" de comemoração eram baratos e, muitas vezes, podiam ser encontrados nos próprios pomares e hortas das fazendas e sítios.
Aí que surge o doce Mineiro de Botas, ou Mineiro com Botas (homenageando esses trabalhadores). É feito a partir da mistura do queijo minas com banana, açúcar e canela. A disposição dele pode variar, com queijo em pedaços ou ralado; as bananas amassadas ou em tiras... Vai do gosto de quem faz.
Originalmente mineiro, o doce acabou ganhando fama também pelo Rio de Janeiro, onde você encontra com facilidade no cardápio de sobremesas de vários restaurantes. Lá, algumas variações podem ser vistas: doce de leite, goiabada, pudim de baunilha e até leite condensado podem entrar na receita e trazer novos sabores e sensações ao doce, que pode ser servido tanto quente como frio.
Enfim, independente de onde foi criado e onde fez a fama, o que sabemos é que esse doce caiu no gosto dos brasileiros, que adoram a mistura do doce - no caso a banana - com o salgado do queijo. Pode não ser um doce tão bonito, graças ao seu aspecto rústico, mas é uma delícia de dar água na boca, não é mesmo?!
Mineiro com Botas
Rende: 06 porções
Tempo de Preparo: 10 minutos
Tempo de Cozimento: 30 minutos
Tempo de Espera: -
Dificuldade: *****
Custo: $$$$$
Ingredientes
- 6 bananas nanicas amassadas
- 200 gramas de queijo minas curado ralado
- 50 gramas de manteiga sem sal
- 1 xícara de açúcar
- 4 ovos batidos
- Açúcar e canela a gosto
Modo de Preparo
1. Em uma tigela, frite as bananas na manteiga até ficarem bem douradas.
2. Em seguida, misture 1/4 do queijo ralado às bananas e misture. Adicione o açúcar e os ovos. Mexa até misturar bem.
3. Distribua em uma tigela a massa e sobre ela ajeite o restante do queijo ralado. Se quiser, decore com rodelas de banana e salpique a mistura de açúcar com canela.
4. Leve ao forno para assar por cerca de 30 minutos a 200°C.
5. Retire do forno e sirva, quente ou frio.
Dica: Se você quiser pode adicionar à receita goiabada ou doce de leite. Só não esqueça de diminuir um pouco do açúcar para que não fique muito doce e enjoativo.
sábado, 11 de abril de 2015
APFELSTRUDEL
Apfelstrudel. Não tinha um nome mais fácil não? Pois é! Esse é o nome do famoso folhado de maçã que conhecemos por aqui, muito tradicional principalmente pela região sul do Brasil. Mas, você sabe onde ele surgiu? Diferente do que todo mundo acha, sua origem não é alemã. O queridíssimo apfelstrudel nasceu na Áustria, mais precisamente em Viena; mas é na Alemanha onde ele se populariza e torna-se um dos principais pratos locais.
A origem não é exata, afinal de contas antigamente nem todo mundo sabia ler e escrever, portanto muitas histórias e origens foram perdidas ou modificadas boca a boca com o tempo. A receita mais conhecida dos folhados de maçã surge na Europa Central e pensa-se que ele tenha se originado sob influências da culinária do Império Bizantino da Armênia e da Turquia.
É feito de uma massa semelhante à nossa massa folhada bem fina e elástica - chamada de strudel - e recheada com maçãs cortadas em pequenos quadrados, saborizadas e aromatizadas com canela. Muitas vezes acompanha passas e migalhas de pão. Em alguns casos, a receita pode levar rum para intensificar o sabor do recheio. Nozes e amêndoas são opcionais.
Segundo a lenda, cada camada de massa desse doce deve ser suficientemente fina e transparente para que se consiga ler cartas de amor, tornando assim as palavras ainda mais doces, tais como o sabor do apfelstrudel.
Na hora de servir, comumente é levado à mesa quente, salpicado com açúcar de confeiteiro e acompanhado de sorvete de creme.
Enfim, como sempre falamos por aqui: história é bom, mas comer é melhor ainda!! Então vamos lá. Depois e conhecermos a origem de um dos doces mais tradicionais da culinária alemã (apesar de sua origem não ser exatamente de lá...).
A gente trouxe a receita da massa que se usa para fazer os apfelstrudel, mas se quiser ter menos trabalho, você pode optar por comprar massa folhada pronta, que também ficam uma delícia e facilitam e muito na hora da preparação de um prato.
Apfelstrudel
Rende: 16 fatias
Tempo de Preparo: 40 minutos
Tempo de Cozimento: 40 minutos
Tempo de Espera: 1 hora
Dificuldade: *****
Custo: $$$$$
Ingredientes
Massa
- 300 gramas de farinha de trigo
- 1 colher de sopa de manteiga
- 1 ovo
- xícara de água morna
- 1 colher de café de sal
- 1 colher de sopa de vinagre
Recheio
- Farinha de rosca para polvilhar
- 12 maçãs cortadas em cubinhos
- 4 colheres de sopa de açúcar
- 1 colher de sopa de canela em pó
- 200 gramas de uva passa
- Suco de 1 limão
Modo de Preparo
1. Em uma panela, ferva a água e a margarina. Reserve.
2. Em um recipiente grande, misture metade da farinha de trigo, o ovo e o vinagre. à essa mistura adicione a água com a manteiga e, em seguida, adicione o retante da farinha. Sove bem a massa até soltar das mãos e ficar ficar homogênea.
3. Deixe descansar em um local escuro e coberto por cerca de 1 hora.
4. Após descanso, divida a massa em duas partes e abra uma delas em uma mesa polvilhada com farinha de trigo até que fique o mais fina que conseguir deixar (num formato retangular). Polvilhe um pouco de farinha para não grudar.
5. Sobreponha várias camadas de massa. Entre elas pincele um pouco de manteiga derretida. Coloque o recheio e enrole a massa.
6. Para o recheio, despeje o suco de limão sobre as maçãs no para não pretejarem.
7. Adicione as uvas passas, o açúcar e a canela. Coloque o recheio sobre a massa, salpique farinha de rosca e enrole a massa. Asse em forno preaquecido a 180°C por 40 minutos. Retire e polvilhe açúcar de confeiteiro.
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